Amamentação e gravidez
Amamentação como anticoncepcional
Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o aleitamento materno é mais que um vínculo entre mãe e filho/a. Além de alimentar o bebê, fornecendo todos os nutrientes de que ele precisa para crescer forte e saudável, a amamentação desempenha também o papel de anticoncepcional.
"Para mulheres que amamentam de forma exclusiva ou quase que exclusivamente até o sexto mês após o parto, e que não tenham menstruado, a eficácia deste método é de 98%", explica Carlos Alberto Petta, ginecologista e diretor do Centro de Reprodução Humana de Campinas (SP). Segundo ele, o aleitamento materno constitui-se num anticoncepcional seguro, sem causar danos à saúde da mãe ou do bebê. "Traz apenas benefícios", afirma.
É a própria sucção do bebê ao mamar que estimula a produção do leite materno. À medida que o número de mamadas aumenta, as glândulas mamárias produzem mais e mais leite. A sucção permanente inibe a produção de hormônios necessários para a ovulação e, sem ocorrer ovulação, não pode haver gravidez.
Esta forma de evitar ou retardar uma nova gravidez, que recebe o nome de Método de Amenorréia da Lactação (LAM), era uma das saídas encontradas pelas mulheres há alguns anos, e ainda utilizada por muitas que não têm acesso aos demais métodos contraceptivos.
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